Este acontecimento tem dia: Hoje ! Terça, dia 31 de agosto.
Mas calma, quem irá morrer é o impresso, o Jornal do Brasil será 100% digital. Um tendência já anunciada pelo mercado. Minha opinião é que isso desperte em outros jornais uma certa migração para o digital.
Trazendo aqui para Sergipe, os principais jornais ainda não exploram o seu conteúdo digital como deveriam, mas acredito que num prazo não muito distante, isso aconteça. É o destino !
A última edição impressa do Jornal do Brasil circula nesta terça-feira (31); a partir de amanhã, dia 1º de setembro, quem quiser se informar pelo diário terá que assinar seu conteúdo online. Depois de conhecer o JB Digital, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, sentenciou que ele prenuncia o futuro do Jornalismo: “todos os jornais deixarão o papel, transferindo-se para o meio digital”.
O jornal, que tem 119 anos de existência, chegou a ver sua versão dominical circular com tiragem de 230 mil exemplares na década de 1960. Na Redação do JB já passaram nomes como Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector e Manuel Bandeira, mas o acúmulo de dívidas trabalhistas e fiscais - que somam R$ 800 milhões - forçou a migração completa.
Em anúncio de duas páginas publicado na edição de 14 de julho, o jornal não dá pistas sobre os problemas financeiros. Ao contrário, diz que a mudança reflete o pioneirismo do JB: “O Jornal do Brasil, coerente com sua tradição de pioneirismo e modernidade, se coloca mais uma vez à frente do seu tempo. A partir de 1º de setembro de 2010, passa a ser o primeiro jornal 100% digital”.
O próprio Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assina um artigo na primeira edição sem tintas do diário, que teve alterações também no valor da assinatura, passando de R$ 49,90 para apenas R$ 9,90 mensais.
O pioneirismo, no entanto, não teve aceitação unânime por parte de seus colaboradores. O primeiro a deixar o jornal foi seu presidente, Pedro Grossi Jr. que, em carta aos diretores, comunicou seu desligamento. “Considerando que isto contraria a razão pela qual fui contratado, solicito, sem perda de meus direitos, que do expediente do jornal e de todas as revistas não conste mais meu nome”, pediu.
Mas o diretor do Jornal do Brasil, Humberto Tanure, está otimista com a nova fase e disse que poucas pessoas foram desligadas. “Vamos ter uma Redação com quase 100 pessoas, incluindo fotógrafos e diagramadores. Houve poucas demissões e contratamos gente jovem para a parte de tecnologia”, afirmou.
“A internet tem uma linguagem própria e vamos ser 100% internet, mas vamos manter nossa essência e a linha editorial mudará pouco”, explicou.
Fonte: Adnews
É lamentável que um jornal de grande renome tenha visto na tecnologia, uma forma mais adequada de se dar a notícia. Não que seja contra, pelo contrário, sei que é inevitável não aderir a novas tecnologias dos meios de comunicação. Mas, ainda defendo a originalidade e a história, afinal, o jornal foi o primeiro, e por muito tempo, o principal meio profissional do jornalismo.
Creio que caberia, sem problema algum, permanecer com o “antigo” dando continuidade à história da comunicação brasileira, e ao mesmo tempo, adequá-lo as novas tecnologias da informação, como muitos jornais já andam fazendo, sem deixar de lado sua verdadeira originalidade.
31/08/2010 11:15:00
Neu, sua percepção é importante, porém com o avanço cada vez maior da internet, fica bastante complicado para os jornais manterem a sua estrutura offline. Diga-se de passagem a captação de anunciantes para jornal está cada vez mais escassa. Cada vez mais pessoas estão lendo menos jornal, isso é fato. O fato de manter a tradição de um veículo para preservar a história é um ponto delicado, pois se fosse dessa forma, por exemplo, as gravadoras manteriam o vinil, Cassete, enfim..a mudança é necessária. Acho que aqui em nossa cidade vai demorar um pouco a chegar, pois uma parcela de empresas e sociedade ainda sustentam o jornal e fazem valer a ostentação de estarem "estampados" na página. Quando começarem a partir para o custo/benefício, certamente essa rotina da mudança chegará aqui.









